Em meio a campanhas importantes como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, que reforçam os cuidados com a saúde de mulheres e homens, um outro público também precisa de atenção e visibilidade: as pessoas trans. Falar sobre a saúde desse grupo é fundamental para garantir que todos tenham acesso a um atendimento digno, acolhedor e livre de preconceitos.
Nesta semana, o ambulatório TX recebeu o enfermeiro Leandro, que destacou a importância da conscientização e do cuidado contínuo com a saúde do público trans, especialmente nos serviços básicos e ginecológicos.
“A saúde é um direito de todos, mas, na prática, ainda vemos muitas barreiras. O público trans enfrenta dificuldades que vão desde a falta de profissionais preparados até o medo do preconceito dentro dos próprios espaços de saúde”, explica o enfermeiro.
De acordo com o enfermeiro Leandro, o ambulatório TX tem sido referência no acolhimento de pessoas trans, oferecendo atendimentos médicos, psicológicos, ginecológicos e acompanhamento com equipe multidisciplinar. O objetivo é garantir que cada paciente se sinta respeitado e seguro para cuidar de si.
Além dos serviços, o enfermeiro reforça a importância da prevenção e da informação. Exames de rotina, como preventivo ginecológico, testes rápidos e acompanhamento hormonal, são essenciais para o bem-estar e a qualidade de vida desse público.
“Muitas pessoas deixam de procurar o médico por medo ou vergonha. É por isso que precisamos falar sobre o tema, mostrar que existe um espaço de cuidado, empatia e respeito. Cuidar da saúde é um ato de amor-próprio e de resistência”, afirma.
A proposta do ambulatório é também educar e sensibilizar a sociedade e os profissionais de saúde, mostrando que todos merecem ser atendidos com humanidade.
Logo o ambulatório TX irá atender em outros locais da cidade, logo menos no centro de especialidade, para facilitar o acesso aos atendimentos.
Ao ampliar a conversa sobre saúde — para além dos meses de campanha —, o ambulatório TX reforça uma mensagem poderosa: saúde não tem gênero, e o cuidado precisa ser inclusivo o ano todo.
Reportagem: Lilian Calixto
Imagens: Rhayza Barros
Direção: Bianca Feitosa
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