Em um movimento que redesenha o mapa político nacional, o União Brasil e o Progressistas (PP) oficializaram a criação da Federação União Progressista (UPb) em Brasília. As legendas realizaram reuniões separadas pela manhã e, à tarde, promoveram a primeira convenção conjunta.
O novo bloco já nasce com um peso político robusto: 12.398 vereadores, 1.335 prefeitos, 1.183 vice-prefeitos, 186 deputados estaduais, quatro distritais e seis governadores — entre eles o presidenciável Ronaldo Caiado (GO). A condução da federação será dividida entre o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda.
Na Esplanada dos Ministérios, a força da nova aliança também se expressa: atualmente, as siglas comandam quatro pastas. Pelo União Brasil, Celso Sabino (Turismo), Waldez Góes (Integração Nacional) e Frederico de Siqueira (Comunicações); pelo PP, André Fufuca (Esporte).
Estratégia e contradições
Apesar do tom oposicionista adotado, não haverá rompimento imediato com o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A orientação é permitir que os ministros permaneçam em seus cargos, ao menos até abril de 2026, quando a maioria deverá se desincompatibilizar para disputar as eleições. Nos bastidores, Antônio Rueda mantém cautela sobre um desembarque do União Brasil do governo, enquanto Ciro Nogueira pressiona para que André Fufuca renuncie ao cargo.
Cenário político
O lançamento da União Progressista ocorre em meio a um período de tensão com o Planalto. As críticas recentes recaem sobre a postura do presidente Lula diante do chamado “tarifaço dos Estados Unidos” e se somam à aproximação da nova federação com o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com forte presença nos estados e no Congresso, a UPb se posiciona como uma das principais forças na disputa política até 2026, unindo pragmatismo eleitoral e jogo estratégico em um cenário de polarização crescente.
Reprodução: Instagram Fernando Pellozo
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